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segunda-feira, 9 de maio de 2011

Hino Nacional Brasileiro tem letra

 

Fonte - Recanto das letras

Embora pouco conhecida, a parte instrumental da introdução do Hino Nacional Brasileiro possuía uma letra, que acabou excluída da sua versão oficial do hino. Essa letra é atribuída a Américo de Moura, natural de Pindamonhangaba, presidente da província do Rio de Janeiro nos anos de 1879 e 1880 e apresenta os seguintes versos :



Espera o Brasil


Que todos cumprais


Com o vosso dever.


Eia avante, brasileiros,


Sempre avante!


Gravai com buril


Nos pátrios anais


Do vosso poder.


Eia avante, brasileiros,


Sempre avante!


Servi o Brasil


Sem esmorecer,


Com ânimo audaz


Cumpri o dever,


Na guerra e na paz


À sombra da lei,


À brisa gentil


O lábaro erguei


Do belo Brasil.


Eia sus, oh sus!


(a palavra "SUS" é uma interjeição motivadora que vem do latim e que significa: eia!, coragem!, ânimo!; suspender, elevar. Neste caso, deve significar "avante, em frente" - "buril" é uma peça que se usa para tirar as coisas erradas, aparar as arestas, é um instrumento usado na execução de gravuras em metal ou madeira, burilar é gravar, lavrar ou abrir com buril, é considerado por alguns gramáticos como sinônimo de polir e arredondar)

A música do Hino Nacional do Brasil foi composta em 1822, por Francisco Manuel da Silva, para comemorar a Independência do país. Chamada inicialmente de "Marcha Triunfal" para comemorar a Independência do país Essa música tornou-se bastante popular durante os anos seguintes, e recebeu duas letras.



A primeira letra, produzida quando Dom Pedro I abdicou do trono, foi de autoria de Ovídio Saraiva de Carvalho e Silva, sendo cantada pela primeira vez, juntamente com a execução do hino, no cais do Largo do Paço (ex-Cais Pharoux, atual Praça 15 de Novembro, no Rio de Janeiro), a 13 de abril de 1831, em desacato ao ex-imperador que embarcava para Portugal. O hino passou assim a se chamar "Hino ao 7 de abril" .


A letra dizia o seguinte:


Os bronzes da tirania


Já no Brasil não rouquejam;


Os monstros que o escravizavam


Já entre nós não vicejam.


(estribilho)


Da Pátria o grito


Eis que se desata


Desde o Amazonas


Até o Prata


Ferrões e grilhões e forcas


D’antemão se preparavam;


Mil planos de proscrição


As mãos dos monstros gizavam


Posteriormente, à época da coroação de Dom Pedro II, sua letra foi trocada e a composição, devido a sua popularidade, passou a ser considerada como o hino nacional brasileiro, embora não tenha sido oficializada como tal. A segunda letra, de autoria desconhecida, dizia:


Negar de Pedro as virtudes


Seu talento escurecer


É negar como é sublime


Da bela aurora, o romper


Ambas versões, entretanto, caíram no esquecimento.


Durante o segundo reinado, o hino nacional era executado nas solenidades oficiais em que participasse o imperador, sem qualquer canção.






Após a Proclamação da República em 1889, um concurso foi realizado para escolher e oficializar um novo Hino Nacional. A música vencedora de Leopoldo Miguez, entretanto, foi hostilizada pelo público e pelo próprio Marechal Deodoro da Fonseca.


Com as manifestações populares contrárias à adoção do novo hino, o presidente da República, Deodoro da Fonseca, oficializou como Hino Nacional Brasileiro a composição de Francisco Manuel da Silva, estabelecendo que a composição de (*)Leopoldo Miguez ("Liberdade, liberdade! Abre as asas sobre nós!...") seria oficializada como Hino da Proclamação da República do Brasil, e a música original, de Francisco Manuel da Silva, continuou como hino oficial


Somente em 1906 foi realizado um novo concurso para a escolha da melhor letra que se adaptasse ao hino, e o poema declarado vencedor foi o de Joaquim Osório Duque Estrada, em 1909.


Durante o centenário da Proclamação da Independência, em 1922, finalmente a letra escrita pelo poeta e jornalista Joaquim Osório Duque Estrada tornou-se oficial por Decreto do Presidente Epitácio Pessoa e permanece até hoje. A orquestração do hino é de Antônio Assis Republicano e sua instrumentação para banda é do tenente Antônio Pinto Júnior. A adaptação vocal foi feita por Alberto Nepomuceno e é proibida a execução de quaisquer outros arranjos vocais ou artístico-instrumentais do hino.






Diferente do que muitas pessoas pensam, é considerado errado bater palmas após a execução do hino nacional, por ser tido como desrespeito. Uma vez que o Hino Nacional representa o próprio povo (por ser ele, junto com a bandeira e o brasão das armas nacionais, um dos três símbolos máximos da nação), parece descortês aplaudi-lo, pois isso soa como se as pessoas estivessem aplaudindo a si mesmas.


De acordo com o Capítulo V da Lei 5.700 (01/09/1971), que trata dos símbolos nacionais, durante a execução do Hino Nacional, todos devem tomar atitude de respeito, de pé e em silêncio. Civis do sexo masculino com a cabeça descoberta e os militares em continência, segundo os regulamentos das respectivas corporações. Além disso, é vedada qualquer outra forma de saudação (gestual ou vocal como, por exemplo, aplausos, gritos de ordem ou manifestações ostensivas do gênero, sendo estas desrespeitosas ou não).


Hino executado em continência à Bandeira Nacional e ao presidente da República, ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal, assim como em outros casos determinados pelos regulamentos de continência ou cortesia internacional. Sua execução é permitida ainda na abertura de sessões cívicas, nas cerimônias religiosas de caráter patriótico e antes de eventos esportivos internacionais.


Segundo a Seção II da mesma lei, execuções simplesmente instrumentais devem ser tocadas sem repetição e execuções vocais devem sempre apresentar as duas partes do poema cantadas em uníssono. Portanto, em caso de execução instrumental prevista no cerimonial, não se deve acompanhar a execução cantando.


Em caso de cerimônia em que se tenha que executar um hino nacional estrangeiro, este deve, por cortesia, preceder o Hino Nacional Brasileiro.






Letra do Hino Nacional Brasileiro






I


Ouviram do Ipiranga as margens plácidas


De um povo heróico o brado retumbante,


E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos,


Brilhou no céu da Pátria nesse instante.






Se o penhor dessa igualdade


Conseguimos conquistar com braço forte,


Em teu seio, ó Liberdade,


Desafia o nosso peito a própria morte






Ó Pátria amada,


Idolatrada,


Salve! Salve!






Brasil, um sonho intenso, um raio vívido,


De amor e de esperança à terra desce,


Se em teu formoso céu, risonho e límpido,


A imagem do Cruzeiro resplandece.






Gigante pela própria natureza,


És belo, és forte, impávido colosso,


E o teu futuro espelha essa grandeza.






Terra adorada


Entre outras mil


És tu, Brasil,


Ó Pátria amada!






Dos filhos deste solo


És mãe gentil,


Pátria amada,


Brasil!






II


Deitado eternamente em berço esplêndido,


Ao som do mar e à luz do céu profundo,


Fulguras, ó Brasil, florão da América,


Iluminado ao sol do Novo Mundo!






Do que a terra mais garrida


Teus risonhos, lindos campos têm mais flores,


-*-"Nossos bosques têm mais vida",


"Nossa vida" no teu seio "mais amores".


Ó Pátria amada,


Idolatrada,


Salve! Salve!






Brasil, de amor eterno seja símbolo


O lábaro que ostentas estrelado,


E diga o verde-louro dessa flâmula


- Paz no futuro e glória no passado.






Mas se ergues da justiça a clava forte,


Verás que um filho teu não foge à luta,


Nem teme, quem te adora, a própria morte.






Terra adorada


Entre outras mil


És tu, Brasil,


Ó Pátria amada!






Dos filhos deste solo


És mãe gentil,


Pátria amada,


Brasil!






-*- As passagens com o asterisco foram extrações feitas pelos compositores do poema Canção do Exílio, de Gonçalves Dias (por isso aparecem corretamente em aspas).






Alguns significados dos termos usados na letra do Hino:


Margens plácidas - "Plácida" significa serena. Calma.


Ipiranga - É o riacho junto ao qual D. Pedro I teria proclamado a independência.


Brado retumbante - Grito forte que provoca eco.


Penhor - Usado de maneira metafórica(figurada). "penhor desta igualdade" é a garantia, a segurança de que haverá liberdade.


Imagem do Cruzeiro resplandece - O "Cruzeiro" é a constelação do Cruzeiro do Sul que resplandece (brilha) no céu.


Impávido colosso - "Colosso" é o nome de uma estátua de enormes dimensões. Estar "impávido" é estar tranqüilo, calmo.


Mãe gentil - A "mãe gentil" é a pátria. Um país que ama e defende seus "filhos" (os brasileiros) como qualquer mãe.


Fulguras - fulgurante (reluzente, brilhante).


Florão - "Florão" é um ornato em forma de flor usado nas abóbadas de construções grandiosas. O Brasil seria o ponto mais importante e vistoso da América.


Garrida - Enfeitada. Que chama a atenção pela beleza.


Lábaro - Sinônimo de bandeira. "Lábaro" era um antigo estandarte usado pelos romanos.


Clava forte - Clava é um grande porrete, usado no combate corpo-a-corpo. No verso, significa mobilizar um exército, entrar em guerra.





O início do Hino tem letra!

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