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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Juiz de Goiás que mandou anular casamento gay fala com exclusividade ao Fantástico

A primeira união estável entre pessoas do mesmo sexo no Brasil durou um pouco mais de um mês. O documento foi anulado por um juiz, mas logo depois uma corregedora invalidou a decisão dele.








Nova York aprova o casamento entre pessoas do mesmo sexo

Nova York se junta a outros cinco estados americanos e à capital, Washington, onde o casamento entre pessoas do mesmo sexo é permitido. Nas ruas, a comemoração foi até o fim da madrugada.







Parada Gay cobra a aprovação do projeto que criminaliza a homofobia

Cerca de três milhões de pessoas passaram pela Parada Gay na Avenida Paulista, em São Paulo. Os participantes fizeram questão de reafirmar o compromisso com os direitos humanos, a diversidade sexual e o repúdio à homofobia.

Os participantes da Parada Gay dançaram uma valsa juntos e celebraram a igualdade. O evento gerou polêmica com a igreja.

domingo, 26 de junho de 2011

Casamento coletivo gay em SP tem noivo maquiado e bolo temático

Evento aconteceu neste sábado em salão da Faculdade de Direito da USP.



Doze casais de gays e lésbicas participam de evento promovido por igreja.
Dolores Orosco



Do G1, em São Paulo


Com direito a um bolo de seis andares decorado por noivinhos e noivinhas do mesmo sexo e brindes de champagne, 12 casais homossexuais participaram de um casamento coletivo realizado neste sábado (25), no salão nobre da Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo).

As recém-casadas Luciana e Paula comemoram a união com suas mães, Maria Aparecida e Margarida.   (Foto: Flávio Moraes/G1)
Juntas há 18 anos, as funcionárias públicas Luciana Serrano, de 40, e Paula Araújo Braga, de 44, disseram o tão esperado "sim" sob o olhar atento de suas mães.
"Hoje é um dos dias mais felizes da minha vida! Nunca vi minha filha tão linda! As duas estão umas bonecas!", comemorou Margarida Bueno Braga, de 86, mãe orgulhosa da noiva Paula e sogra de Luciana.



Enquanto Paula escolheu o tradicional vestido longo e branco, com véu e grinalda, Luciana elegeu um terninho off white para subir ao altar. "Não tem essa de 'ela é a noiva e eu sou o noivo'. Cada uma escolheu a roupa que quis", contou Luciana. "Eu prefiro um traje mais masculino porque tenho trauma de vestido. Minha mãe me obrigava a usar na infância e e eu detestava!".


Já a designer Kin e a promotora de eventos Lara não deixaram de lado o sonho de grande parte das mulheres. "Casamos as duas de noivas! Estou me sentindo linda, ela também está e o nome disso é amor!", garantiu Lara.
Lara e Kin: vestido de noiva em dose dupla na união das moças.  (Foto: Flávio Moraes/G1)

Quem também optou pelo modelito branco foi o coodernador de vendas Thom Souza, de 32. "O branco representa a pureza da noiva e eu decidi fazer uma brincadeira com isso escolhendo um fraque dessa cor", contou o rapaz, que oficializaou a relação de 2 anos e oito meses com o supervisor Miel Neves Souza, de 21.
 

"Sempre fui um romântico e resolvi adotar o sobrenome do Thom. Ele foi o primeiro homem da minha vida", revelou Miel. "Nossa família está toda aqui, estamos recebendo a bênção de Deus e não poderia ter um dia mais lindo que esse".
Os noivos Thom e Miel e o beijo depois do "sim" no altar.  (Foto: Flávio Moraes/G1)
Make à Kate Middleton


Vestindo um fraque prata, com cauda de 1,5 m, o professor Alexander Lucas Evangelista contou ao G1 que planejava o casamento há um ano, mas, ainda assim, acabou tendo de resolver imprevistos. "Só ontem, às seis da tarde, consegui achar o adereço de cabelo ideal. Foi uma correria", disse o rapaz, parceiro do tecnólogo Roberto Salvador Júnior.


A poucas horas da cerimônia, Alexander teve de contornar outro imprevisto: a maquiadora com quem tinha marcado hora sumiu e, como a Kate Middleton, ele próprio teve de fazer a sua maquiagem no dia do casamento. "Desconfio que a mocinha da maquiagem quis me boicotar. Mas sei me maquiar bem", contou o professor, noivo com os olhos bem delineados, blush e gloss.
Após imprevistos com adereço de cabelo e maquiagem, o professor Alexander enfim troca alianças com o noivo, Roberto.  (Foto: Flávio Moraes/G1)
Lua de mel na Parada Gay



O professor Edvaldo Braz de Oliveira, de 31, e o cabeleireiro Fernando Vieira da Graça, de 33, vieram de Belo Horizonte (MG), para tornar oficial a relação de 3 anos. A lua de mel, segundo eles, terá seu ponto alto na Parada Gay, marcada para este domingo (26).


"Tem maneira melhor de dar uma festa? Claro que não! Queremos comemorar nosso casamento junto com a multidão", garantiu Edvaldo, que ficará em São Paulo com o parceiro até segunda-feira (27).


O casal era um dos mais emocionados durante a cerimônia e não escondeu as lágrimas. Segundo Fernando, o motivo do choro foi a execução da canção "Over the rainbow", tema do filme "O mágico de Oz" (1939), durante o casamento. "Essa música significa muito para nós. Uma vez ele me deu uma festa surpresa de aniversário e tocou essa canção. Não é lindo?".
Ao ouvir a canção "Over the rainbow", os noivos Edvaldo e Fernando não contém a emoção e vão às lágrimas durante o casamento.  (Foto: Flávio Moraes/G1)
Fonte G1

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Lésbicas de Teresina realizam o primeiro casamento em praça pública do país

Por Anselmo Moura


Fotos: Dantércio Cardoso


Foi realizado inicio da tarde desta segunda-feira (16) a primeira união homoafetiva lésbica em praça pública do Piauí. A cerimônia que simbolizou um casamento aconteceu na Praça João Luís Ferreira, no centro de Teresina. O casal Lígia Helena Ferreira e Anízia Teixeira Silva é o primeiro do país a oficializar a união em um logradouro público.


“No Piauí alguns casais homossexuais já oficializavam sua união através de um contrato social. Antigamente esse ato era registrado como títulos e documento. Agora, com a recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), os casais podem oficializar uma união estável e passam a ter os mesmos direitos de um casal hetero.”, disse Fernanda Sampaio, tabeliã do cartório Themístocles Sampaio.



Fernanda Sampaio (foto abaixo) fala ainda sobre o pioneirismo do Piauí e o interesse dos casais homoafetivos piauienses em oficializar as uniões. “Desde que o STF reconheceu a união entre os casais homossexuais, muita gente tem ligado para o cartório em busca de informações, querendo saber como fazer para oficializar a união com o companheiro. Hoje estamos realizando primeiro casamento lésbico em praça pública do Brasil. Estamos sendo pioneiros neste tipo de ação”.



Antes da oficialização da união, Lígia Ferreira e Anízia Teixeira se diziam bastante nervosas e ao mesmo tempo orgulhosas em casar diante de centenas de Teresinenses.


“Estamos muito felizes e ao mesmo tempo muito nervosas. Decidimos casar em praça pública para quebrar todo e qualquer tipo de preconceito. Agradecemos ao pessoal do cartório, em especial à doutora Fernanda Sampaio por ter aceitado a nossa proposta de realizar o casamento aqui diante de várias pessoas”, disse Lígia Ferreira.


Além do casamento de Ligia e Anízia, foi oficializada ainda a união estável entre Marinalva Santana, uma das fundadoras do Grupo Matizes, e a funcionária pública Lúcia Costa. As duas já possuíam um contrato social e nesta segunda regularizaram a união.





Centenas de pessoas que passavam pela Praça João Luís Ferreira pararam para assistir à cerimônia. Sob aplausos dos populares, os casais selaram a união com um beijo.





Fonte - Portal Az - Piauí

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Pastores gays se casam

Imagem

Os pastores evangélicos Marcos Gladstone e Fábio Inácio, fundadores da Igreja Cristã Contemporânea, foram o primeiro casal gay no Rio a registrar a união estável em cartório, após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Os dois oficializaram a união, nesta quinta-feira, no cartório do 7º Ofício de Notas, no Centro. A assinatura do documento foi acompanhada por alguns fiéis da igreja.



- Hoje eu me sinto orgulhoso de ser brasileiro e de saber que o meu afeto e o meu amor são reconhecidos pelas nossas leis - afirmou Marcos.


Os pastores estão juntos há cinco anos. Em 2009, eles realizaram uma cerimônia religiosa de casamento. Há dois meses, o casal iniciou o processo de adoção de duas crianças. Apesar da conquista com a decisão do STF, Fábio garante que a luta pelos direitos dos gays vai continuar.


- Depois de hoje, teremos um vínculo muito maior. O próximo passo será conseguir o registro civil.


A tabeliã Edyanne Frota, do 7º Ofício de Notas, explica que a união estável faz com que o casal gay adquira um novo status.


- Agora eles serão vistos como uma entidade familiar. Mas é importante frisar que a lei ainda não regulamente a união civil. No registro, eles continuam solteiros.

O casamento mais comentado no Rio não é de celebridade ou jogador de futebol. Trinta casais de padrinhos, 11 pajens e damas e 300 convidados estarão reunidos amanhã na festa do primeiro casamento entre pastores evangélicos. Marcos Gladstone, de 33 anos, e Fábio Inácio, de 30, fundadores da Igreja Cristã Contemporânea, assinarão um contrato de união homoafetiva.



“A festa vai ter tudo o que um casamento hetero tem: troca de alianças, bem-casados, pajens e daminhas”, conta Gladstone. Dos 30 casais de padrinhos, 29 são de uniões homoafetivas. Crianças adotadas por gays ou lésbicas serão pajens e daminhas.


O casal é evangélico desde criança. Aos 18 anos, Inácio já era pastor da Universal do Reino de Deus. Ambos chegaram a noivar com mulheres e fizeram “correntes de libertação” para se “curar” da homossexualidade.


Após uma viagem, Gladstone assumiu sua sexualidade e começou a formular a nova igreja, fundada em 2006. Instalada na Lapa, a ICC tem cerca de 500 fiéis. “Propomos uma releitura da Bíblia. Os escritos foram deturpados pelas traduções. Há edições em que está escrito que homossexuais não herdarão o reino dos céus. Como um texto de 2 mil anos poderia usar o termo homossexual, que só foi cunhado em 1869?”, diz Gladstone.